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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os discos mais relevantes das últimas décadas

Na semana passada, o blog Música em Prosa me lançou o "desafio" de listar os discos mais relevantes das últimas seis décadas. Eu gostei da ideia! Mas, na minha postagem, o conceito de relevância vai ser algo extremamente pessoal, bem condizente com a minha experiência e com o que me marcou. Então, a seleção que fiz é daquilo que é mais relevante pra mim, sem preocupações com a relevância histórica ou a capacidade de influenciar a cena musical. E como o critério é eminente pessoal, me abstive de apontar discos das décadas de 50 e 60. Infelizmente não me senti à vontade para tanto. Restrinjo-me, portanto, às últimas quatro décadas, e, para compensar, aponto dois discos: um nacional e outro estrangeiro. Na postagem do Música em Prosa, há uma comparação entre a opinião do Blog e a da revista VIP. Sinto em informar que a minha lista bate, nas últimas três décadas, ora com um, ora com outro.

DÉCADA DE 70
A década de 70 foi marcada pela contestação. Na música brasileira, há a consolidação da chamada Música Popular Brasileira. Por isso mesmo, inúmeras obras poderiam ser indicadas aqui. Mas, dentro do meu critério estritamente pessoal, meu disco é "Novo Aeon" de Raul Seixas (1975). A faixa título, "Tente Outra Vez", "A Maçã", "Eu Sou Egoísta", "Tu És o MDC da minha Vida", "Para Nóia", todas elas num mesmo disco e falando em mim ao seu modo. Toca Raul!!!!!!


Na música internacional, poderia ser outro que não "The Dark Side of the Moon", do Pink Floyd (1973)? Dispensam-se os comentários!


DÉCADA DE 80
Aqui, eu e a VIP acabamos concordando. "Dois" do Legião Urbana (1986) é talvez o disco que melhor represente o rock brasileiro dos anos 80: "Daniel na Cova dos Leões", "Quase sem Querer", "Eduardo e Mônica", "Tempo Perdido", "Índios"... falam por si só!


Na cena internacional, dominada por Michael Jackson e Madonna, eu fico com Dire Straits, "Brothers in Arms" (1985). Definitivo!


DÉCADA DE 90
Agora é a vez de concordar com o "Música em Prosa". "Verde Anil Amarelo Cor-de-Rosa e Carvão" de Marisa Monte (1994) é uma síntese musical! É a cara da musicalidade brasileira, mas com a cara voltada pra frente e pra o mundo. Atualíssimo sempre!


E o que vem de lá de fora? Fico com "Out of Time" do R.E.M (1991). Só "Losing my Religion" já é suficiente pra abonar a escolha.


DÉCADA DE 2000
E agora eu volto a concordar com a VIP. Em princípio, fiquei na dúvida se não preferia o "Ventura", Mas "Bloco do Eu Sozinho"  dos Los Hermanos (2001) já nasceu clássico, marcante! Rompendo a lógica da receita fácil de sucesso experimentada com o hit "Anna Júlia", eles investiram no som elaborado, marcado por influências do samba, uma dose de dor-de-cotovelo e muita, mais muita, emoção pra dar! "Todo Carnaval tem seu Fim", "A Flor", "Retrato pra Iaiá", "Sentimental", e o supra-sumo, "Casa Pré-Fabricada", estão reunidos nesse álbum!


Para encerrar esta minha seleção extremamente passional, Coldplay e "A Rush of Blood to the Head"!


E era isso por hoje!
Beijos!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dia dos Pais


Lá em minha casa nunca teve dia dos pais, dia das mães ou dia das crianças... Tudo isso sempre foi tratado como mais um dia criado pelo comércio pra vender. Por isso hoje, pra mim, essas datas são datas como quaisquer outras. Enfim, todo dia é dia de pais, mães, irmãos, tios, sobrinhos avôs, netos... O último domingo foi aquele que se convencionou chamar de "dia dos pais", quando muitos ligam pra os seus genitores para desejar seus votos de felicidade, pra dizer que o ama e coisas e tal. Não telefonei... mas hoje mando meu recado (o qual ele não vai ver). Roberto e Erasmo compuseram uma canção fantástica chamada "Traumas". Terrível dedicar uma canção com esse nome ao próprio pai, né? Pode ser... mas isso não muda o fato de que muito do que tenho de bom e de ruim aprendi na convivência familiar. Meu pai nunca tentou encher de fantasias, nem enfeitar as coisas que eu via... Pelo contrário. Talvez eu sinta falta exatamente dessa ilusão que nunca tive...


TRAUMAS
(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade
Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer

Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
Do meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender

Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci

Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver
Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir

* * *

Isso posto, canta Amarante!


Feliz dia pra todos!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De onde vem a calma?


"Quem é mais sentimental que eu"? Caramba, ando sentindo tanta falta desse povo... Não tem noção de como eles fazem falta. Estou mesmo me sentindo órfão... Enfim, vamos nos contentando com o que está ao nosso alcance, né mesmo? Este post é pra publicar um video pelo qual eu sou apaixonado! A música "De Onde vem a Calma" é muito minha, sabe (que metido!). Infelizmente, ela não tem clipe. Mas um filho de Deus abençoado teve a ideia maravilhosa de fazer um pra canção! Usou imagens do filme "A Paixão de Cristo" e... me apaixonei pela mesma música pela segunda vez. Tente enxergar a música pela lente posta pelo criador do video... a percepção pode ser bastante instigante. Os versos parecem trazer visões distintas sobre Jesus: alguém fraco, alguém de quem se esperava mais (uma libertação material?), alguém com uma profunda solidão, alguém que finge uma perfeição que não existe... Não dá pra saber o que passou exatamente pela cabeça de Marcelo Camelo ao compor essa música, mas como a interpretação é livre e qualquer um que escuta a música pode fazer de sua forma peculiar, fico com o Jesus dos últimos versos:

"Eu não vou mudar não, eu vou ficar são
Mesmo se for só, não vou ceder
Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim
E no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado
Rei de mim"


Aproveitando o ensejo, o clipe de "Primavera", com seu solo de saxofone de destruir os corações:


Abraços saudosos!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Banda de Boca


Tinha que ser baiana! Me perdoe os outros estados, mas "a Bahia tem um jeito que nenhuma terra tem"! O que o pessoal da Banda de Boca consegue fazer, os sons que eles conseguem produzir, é coisa de baiano! O grupo vocal dispensa todos os instrumentos (menos a garganta, é claro) e se encarrega de reproduzir com maestria sons de guitarras, baixo ou percussão de forma impressionante. Confira o clip da canção "Samba da Bahia" e veja se eu exagero:



Agora a performance ao vivo de "Último Romance":




CLIQUE AQUI para o download do segundo CD da banda.
Divirta-se!